Texto escrito em 7 de Julho de 2000, pela Margaret (16 anos, nº2, 11ºG)
O "Novo Milénio" poderia ser entendido como uma viragem definitiva na mentalidade. Tantos preparativos, tantos discursos, tantas promessas, tantas campanhas de sensibilização, tanto trabalho em vão, se nada se modificar.
A entrada no novo ano é vista de uma forma esperançosa e com expectativas positivas. No entanto, eu penso que este optimismo é ilusório e nada se irá alterar...se nada for feito.
Há tanto a mudar, e a simplicidade desta mudança é revoltante. Bastaria a união; sim só a união iria fazer frente a todos os tormentos. Um dos tormentos a que me refiro, pode ser, por exemplo, o impacto humano na Natureza. Ela - a Natureza - tem sido uma vítima constante do Homem, contudo, ele esquece-se que a destruição da natureza está associada à destruição do próprio Homem. O Homem é elemento da natureza, mas há muito que tenta negá-lo; há muito que tenta dissimulá-lo e, para isso, tem-se afastado gradualmente das suas origens e tem criado uma natureza utópica: de betão, cimento e poluição. Na verdade, esta "floresta" artificial traz o conforto, o luxo e o consumo. Só que, infelizmente, esta harmonia e conforto serão passageiros, e a próxima fase irá ser a extinção da espécie humana, em detrimento de um desejo de ilusão e de prazer tão apreciados pela "minha" raça.
Terei eu de sofrer pelos actos não por mim praticados?
Margarette D.
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